Capão Pecado - Ferrez
Segunda parte
+ 1 AKIM
Sou apenas mais um guerreiro quilombola do exército de ZUMBI contrariando tudo e todos, com metas diferentes, planos lucos, mas ideais gigantescos.
Contra a elite e a favor do meu povo. Contra alienados e a favor dos revolucionários.
"Zé povinho" fica mordido, não entende, aponta, julga e condena, mas aí RAP é meu escudo, é minha arma, é questão de vida ou morte.
Não me deixo levar, a Rede Globo até tenta, mas não vai me enganar.
Não tô a fim de ver a merda da Sandy e o bosta do Júnior o dia inteiro na TV cantando suas músicas sem conteúdo e ganhando dinheiro com a miséria do meu povo.
Me fazer de cego, não tô a fim, de aturar esta porcaria que domina a mídia fonografic, televisiva e escrita.
Mas aí truta no controle remoto se faz uma nação. Meu povo tem que acordar, parar de sonhar.
Preferem viver em mundo que não é deles, assistindo TV, se deixando manipular que nem piolho, indo pela cabeça da elite.
Seguindo o que falam que é certo, julgando e condenando o que falam que é errado. Não tem opnião própria, o barato é uma guerra e as armas estão apontadas para o lugar errado.
Mas os guerreiros já estao sacando e cada vez mais se organizando, se informando e montando estratégias de guerrilha. Aderindo à "vida loka" e buscando a justiça no mundão.
Em 2001 só os guerreiros justos vão permanecer. "Da ponte pra cá é nóis"!
A vida é uma guerra pra encontrar a paz nela tem que ser um guerreiro.
Aqueles que protestam na injustiça são pessoas como valor sem igual.
Aqui quem tá falando é Ratão, mais um soldado dessa guerra, sempre na cabreragem me esquivando das maldades.
A vida é um jogo, e a morte é a conseqüência.
Aqui não tem artista, eu sou mais um porra loka, filha da sul, instalado em Capão - SP.
Fazendo o possivel pra se manter em pé.
Meu corpo está preso na guerra, mas minha mente escapa em liberdade.
Literatura marginal lado a lado com os guerreiros de verdade.
Vida longa aos guerreiros justos.
Ratão, 1dasul, extremo sul da Zona Sul.
dezembro de 2000
Tirei este pequeno texto do livro Capão Pecado, pois, com ele vimos a diferença de linguagem, Ratão a usa de uma forma popular nas favelas escreveu com a sua forma normal de falar e de se expressar.
ResponderExcluir