sábado, 16 de maio de 2009

+ 1 AKIM

Capão Pecado - Ferrez
Segunda parte
+ 1 AKIM
Sou apenas mais um guerreiro quilombola do exército de ZUMBI contrariando tudo e todos, com metas diferentes, planos lucos, mas ideais gigantescos.
Contra a elite e a favor do meu povo. Contra alienados e a favor dos revolucionários.
"Zé povinho" fica mordido, não entende, aponta, julga e condena, mas aí RAP é meu escudo, é minha arma, é questão de vida ou morte.
Não me deixo levar, a Rede Globo até tenta, mas não vai me enganar.
Não tô a fim de ver a merda da Sandy e o bosta do Júnior o dia inteiro na TV cantando suas músicas sem conteúdo e ganhando dinheiro com a miséria do meu povo.
Me fazer de cego, não tô a fim, de aturar esta porcaria que domina a mídia fonografic, televisiva e escrita.
Mas aí truta no controle remoto se faz uma nação. Meu povo tem que acordar, parar de sonhar.
Preferem viver em mundo que não é deles, assistindo TV, se deixando manipular que nem piolho, indo pela cabeça da elite.
Seguindo o que falam que é certo, julgando e condenando o que falam que é errado. Não tem opnião própria, o barato é uma guerra e as armas estão apontadas para o lugar errado.
Mas os guerreiros já estao sacando e cada vez mais se organizando, se informando e montando estratégias de guerrilha. Aderindo à "vida loka" e buscando a justiça no mundão.
Em 2001 só os guerreiros justos vão permanecer. "Da ponte pra cá é nóis"!
A vida é uma guerra pra encontrar a paz nela tem que ser um guerreiro.
Aqueles que protestam na injustiça são pessoas como valor sem igual.
Aqui quem tá falando é Ratão, mais um soldado dessa guerra, sempre na cabreragem me esquivando das maldades.
A vida é um jogo, e a morte é a conseqüência.
Aqui não tem artista, eu sou mais um porra loka, filha da sul, instalado em Capão - SP.
Fazendo o possivel pra se manter em pé.
Meu corpo está preso na guerra, mas minha mente escapa em liberdade.
Literatura marginal lado a lado com os guerreiros de verdade.
Vida longa aos guerreiros justos.
Ratão, 1dasul, extremo sul da Zona Sul.
dezembro de 2000

Um comentário:

  1. Tirei este pequeno texto do livro Capão Pecado, pois, com ele vimos a diferença de linguagem, Ratão a usa de uma forma popular nas favelas escreveu com a sua forma normal de falar e de se expressar.

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